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domingo, 17 de maio de 2015

Sepultura & Steve Vai - Rock in Rio Las Vegas





                    No trecho do Rock in Rio Las Vegas/ USA destacado acima, vemos a apresentação do grande Sepultura e o mestre Steve Vai.

                    Foi sem dúvida nenhuma, uma das melhores edições do Rock in Rio em qualquer parte do mundo. Melhor, muito melhor do que as últimas edições do Rock in Rio tupiniquim. Podendo ser comparado às primeiras edições deste evento, que sem dúvida foram os melhores, isso do ponto de vista musical.
                    Na versão atual do evento no Brasil, há excesso de tecnologia e pirotecnia e falta bandas que se identifiquem com o nome ROCK da logomarca. Já foi explicado que o nome Rock in Rio é apenas um nome, mas de qualquer forma, espera-se ouvir rock e não axé num evento desses. A reclamação dos roqueiros é mais do que justa. Mas, se quiser ouvir rock, vai ter que ir na edição americana do evento, não tem jeito.

                  Considerações a parte, destaquei a banda brasileira Sepultura por um motivo específico. Acompanho a carreira do grupo mineiro desde muito tempo (melhor não entrar em detalhes sobre como o tempo passa rápido). Lembro de um LP, 1º da banda, onde um lado era o Sepultura e o outro era a banda Overdose. O motivo de ser feito dessa forma? Aí quem é mais novo tem de esquecer a internet, computadores e toda a tecnologia. Estamos falando dos anos 80 e início dos anos 90, não havia nada disso. Para que possamos falar a mesma língua, uma breve explicação sobre àqueles tempos: Não existia importadoras, um simples filme levava 1 ou até 2 anos pra estrear no Brasil. Instrumentos eram Gianini, tonante e os mais abastados conseguiam comprar uma guitarra Dolphin. Caixas Gianini, ou Ciclotrom. Este era o equipamento da época. Achar um pedal Oliver heavy era uma proeza pra poucos. Boss? Nem pensar. Com isso, bandas eram obrigadas a pagar uma pequena fortuna num estúdio e fazer a prensagem em vinil para o mercado. Além do fato de não se encontrar técnicos especializados neste tipo de música e o público ser escasso. E o pior, como reunir o pequeno grupo que gostava deste som ao redor do globo? Missão impossível para bandas de Heavy/Trash e Death que estavam fadadas ao fracasso naqueles tempos, onde o independente não tinha vez, num mundo dominado pelas gravadoras ditadoras do que era bom e ruim.


                     Mas, onde quero chegar com toda esta explicação? O ponto é que o vinil era horrível. Um esboço do rascunho do inferno. Por se tratar de um disco de Trash Metal, foi aceito por pequenos grupos underground. Mas, é impressionante o que cresceu esta banda. De lá pra cá, o Andreas evoluiu muito e a banda cresceu de forma monstra.

                     Quem imaginaria Steve Vai tocando com Sepultura? Isso seria impossível de pensar na década de 80. Tanto Sepultura quanto Steve Vai são contemporâneos de uma mesma geração. Mas, Steve aparece na frente tecnicamente naqueles idos oitentistas. Mas, hoje dividem o mesmo palco, mostrando um trabalho fantástico.












Confira o show na íntegra do Sepultura:







                  Aprecie sem moderação no volume máximo!